13 de novembro de 2014

Por quanto tempo podemos viver apenas como sombras, como um reflexo obtuso de alguma lembrança de nosso próprio passado?
Não sei dizer exatamente, mas a cada dia que eu me acostumo a viver assim eu me perco, a cada dia eu me esqueço e as pessoas a minha volta se esquecem ainda mais de mim, já não aguento mais me olhar no espelho, pois tudo que eu vejo é uma peça de pele vazia, moldada a minha imagem, mas sem nada presente dentro dela.

Uma alma vazia, um corpo vazio...               

Postado às00:05 por Unknown

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10 de novembro de 2014

Vocês não sabem o que tem nas mãos... Se eu soubesse na época, se eu tivesse ouvido. A possibilidade da mudança é vocês, a possibilidade de melhorar, crescer, fugir ou enfrentar, tudo podem. Já fui assim, ja vivi. E vivia triste, muitos problemas e fatos me tornaram estranho, diferente, auto-mutilador... Não sabia que podia fazer, não sabia que podia mudar, só conhecia aquela realidade, e era horrível. Com o tempo, os cortes se tornavam cada vez mais fundos, maiores, sentia que a dor saia junto com o sangue... Mas então se tornava muita dor para pouca carne. A necessidade de sair dali crescia, eu não sabia... Não sabia que podia lutar, não sabia que podia mudar tudo. Então eu me dei a maior dádiva que encontrei, um corte mais fundo que todos, maior que todos... A vida saiu de mim devagar, assim como o sangue... Vi minha vida escorrer em vermelho. Hoje eu escrevo pra avisar aos que são como eu, vocês podem vencer, podem mudar tudo. Não precisam e não vão acabar como eu... Um sincero abraço

O Morto

Lugo Totvs

Postado às18:56 por Unknown

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Todos os dias eu os sinto, rastejando entre músculos e ossos em meu peito, inchados de tanto se alimentarem, vermes carniceiros, devorando de cada parte morta e apodrecida de minha felicidade, de minha esperança, de qualquer sentimento que me faça sentir humano e talvez ate mesmo vivo e ate mesmo o simples ato de sorrir se torna a mais absurda estupidez e nem mesmo eu me dou o direito de fazê-lo, mesmo que por uma simples e bela mentira.
E eles continuam caminhando dentro de meu corpo, abrindo caminhos entre meus ossos e minha carne, devorando as partes podres e decaidas daquilo que e eu já fui um dia, e da pra senti-los gordos e inchados de tanto se alimentarem, como lesmas grotescas e arredondadas, caminhando dentro de mim.

Eu sei o que eu fui um dia e eu sei o que eu me tornei e o que eu sou hoje, não sou nada alem de um cadáver, vivante, respirante e ambulante, carregando em si a absurda estupidez de continuar sempre sorrindo.                     

Postado às00:29 por Unknown

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